“Em 18 anos, eu vi o sistema prisional mudar”, diz socióloga que estuda o PCC

Ela é socióloga, professora, pesquisadora, escritora e uma das principais especialistas no sistema penitenciário brasileiro — o que inclui profundo conhecimento sobre a guerra de facções no país. Doutora em sociologia, Camila Nunes Dias, 41, se dedica a destrinchar um ambiente em que machismo, violência e crimes são temas constantes.

Professora na UFABC (Universidade Federal do ABC, em SP) e colaboradora do NEV (Núcleo de Estudos da Violência), da USP, Camila teve o primeiro contato com o universo do sistema prisional em 2000, quando foi ser voluntária na Casa de Detenção, no Complexo do Carandiru, zona norte da capital. O PCC já existia, mas ela “nem ligava muito”. Mas a facção criminosa se tornaria, nos anos seguintes, um dos pilares de seu trabalho como pesquisadora.

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