Envie proposta de trabalho até 17 de junho (prazo novo) para o 48° encontro da ANPOCS

14/05/2024

Atenção: prazo prorrogado pela Anpocs em 11 de junho! Novo prazo para envio de resumos: 17 de junho de 2024.

Em outubro, acontece o 48° encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS), que contará em mais uma edição com grupos co-organizados pelo NEV/USP. Os Grupos de Trabalho (GTs) e Simpósios de Pesquisas Pós-Graduadas (SPGs) receberão resumos em junho.

Ao lado de Juliana Tonche (UNIVASF), o Coordenador do NEV/USP, Marcos Cesár Alvarez, organizará o GT n° 58 intitulado “Violência, controle do crime e punição: abordagens teóricas e empíricas”. A pós-doutoranda Amanda Evelyn Cavalcanti de Lima co-organizará o SPG 05, sobre “Atores e Instituições Judiciais”, com Grazielle Albuquerque (UFC/DPCE). Veridiana Domingos Cordeiro, professora de sociologia da violência na FFLCH/USP e pesquisadora afiliada ao Núcleo, organizará em conjunto com Sabrina Dinola (PPGMS-Unirio) o GT 24, sobre “Narrativas digitais: Explorando Memórias, Opiniões e Ideias circuladas nas mídias sociais”. Fernanda Novaes Cruz, Lucas e Silva Batista Pilau, ambos atuantes no Núcleo, coordenarão o SPG 33, com o tema “Práticas, discursos e legitimidade: as instituições policiais no contexto democrático”.

Ainda, a pesquisadora colaboradora Susana Durão (Unicamp) organiza com Antonária Monteiro Bortes (UFRRJ) o GT 37, sobre etnografias do capitalismo.

(notícia atualizada em 14 de junho de 2024, 11h)

 

Mais informações sobre a participação do NEV e seus grupos no encontro ao final do texto. Link oficial do encontro: https://www.encontro2024.anpocs.com/site/capa

 

 

Descrições dos grupos | 

 

 GT 58 – Violência, controle do crime e punição: abordagens teóricas e empíricas

Este GT tem por objetivo reunir reflexões teóricas e pesquisas empíricas dos campos das Ciências Sociais sobre os fenômenos da violência, do controle do crime e da punição. Esses temas, que têm mobilizado historicamente o debate público brasileiro, ganham novos contornos diante dos desafios contemporâneos ligados ao crescimento nas taxas de encarceramento, às novas dinâmicas criminais e à força dos discursos contrários aos Direitos Humanos. Transformações recentes na cultura do controle e nas relações entre violência e Democracia demandam o aprofundamento das reflexões desenvolvidas pela tradição de estudos brasileiros sobre punição e violência. Assim, este GT busca promover o diálogo entre pesquisadores que desenvolvam trabalhos inovadores na área, seja do ponto de vista teórico, metodológico ou empírico. Estudos sobre os modos de atualização dos dispositivos historicamente abordados no campo, bem como aqueles que tratam das dimensões raciais e de gênero são de especial interesse. Incentiva-se ainda o envio de propostas sobre alternativas ao recrudescimento da violência e punição, e sobre a relação entre políticas penais e o funcionamento prático das instituições de controle.

Coordenação: Juliana Tonche (UNIVASF), Marcos César Alvarez (NEV/USP)

 

SPG 05 – Atores e Instituições Judiciais

Os atores e instituições judiciais assumiram posição de centralidade na vida política e social brasileira de maneira mais evidente com a Constituição de 1988. De maneira paralela, consolidou-se uma ampla e diversa agenda de pesquisas que tem a atuação desses atores e instituições enquanto objeto de reflexões nos diversos campos das Ciências Sociais. Este Simpósio de Pesquisas Pós-Graduadas busca ampliar os espaços de discussões de pesquisas de mestrado e doutorado em todos os estágios de desenvolvimento dedicadas à investigação dos usos políticos e dos sentidos sociais das instituições judiciais no Brasil e no exterior. É também de interesse do SPG pesquisas que tenham como objeto de análise as ações de atores judiciais em seus grupos profissionais, associações e outras formas de organização; a mobilização do direito por diferentes grupos de interesse; a produção social do pensamento e das práticas jurídicas; as ideologias e trajetórias profissionais dos juristas; o comportamento judicial; o papel desempenhado pelas instituições judiciais na cena política; o impacto das instituições judiciais na resolução de conflitos; e os sentidos concretos assumidos pela aplicação do direito.

Coordenação: Amanda Evelyn Cavalcanti de Lima (NEV/USP), Grazielle Albuquerque (UFC/DPCE)

 

SPG 24 – Narrativas digitais: Explorando Memórias, Opiniões e Ideias circuladas nas mídias sociais

Esta proposta visa reunir uma comunidade diversificada de pesquisadores com o intuito de aprofundar o entendimento sobre como as narrativas são construídas, compartilhadas, disputadas e (des)legitimadas nas mídias sociais digitais. A proposta busca abrir espaço para trabalhos que explorem as dinâmicas de construção de memórias e sociabilidades em ambientes digitais. Esse tipo de trabalho é crucial para entender como as identidades são mobilizadas e expressas no ambiente digital, especialmente quando consideramos a subjetivação digitalizada em que identidades sociais são cada vez mais formadas e influenciadas pela interação online. Adicionalmente, pretende-se abordar a interferência da inteligência artificial na disseminação de informações e na configuração das redes sociais levanta questões pertinentes sobre autenticidade, modulação, manipulação, publicização ou marginalização de determinadas narrativas no meio digitais – temas essenciais para o debate sobre o futuro das interações sociais digitais e sua influência na circulação de ideias no meio digital.

Coordenação: Coordenação: Veridiana Domingos Cordeiro (FFLCH/USP e NEV/USP), Sabrina Dinola (PPGMS-Unirio)

 

SPG 33: Práticas, discursos e legitimidade: as instituições policiais no contexto democrático

Os estudos sobre as instituições policiais brasileiras têm sido incrementados desde o processo de redemocratização no país. Algumas das questões colocadas naquele período seguem atuais, tais como as heranças do regime autoritário nas formas de exercício do poder estatal e as práticas de seletividade na atuação das corporações policiais. Ao mesmo tempo, novas questões têm sido colocadas, entre elas o diagnóstico mundial e nacional acerca da queda da confiança da população nessas instituições; os impactos da participação de policiais em eleições; a saúde mental dos policiais; as conexões entre o trabalho policial e as práticas religiosas; e tantas outras. Os pesquisadores da área ainda enfrentam uma série de entraves e desafios para pesquisar essas corporações, desde restrições – recrudescidas em contextos de polarização política – até as resistências dos demais cientistas sociais que por vezes consideram pesquisar nesses espaços “socialmente mal visto”. Com isso, este SPG estimula o envio de propostas teóricas, metodológicas ou empíricas com distintas problematizações que têm se dedicado a compreender as instituições policiais no contexto democrático.

Coordenação: Fernanda Novaes Cruz (NEV/USP), Lucas e Silva Batista Pilau (NEV/USP)