Lançamento do livro “Sob o Peso da Pena”

07/06/2024

Dia 24 de junho, segunda-feira, às 10h, acontece na sede do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP) um evento de debate sobre o livro “Sob o Peso da Pena: pesquisas e reflexões sobre o universo prisional”, de Luiz Claudio Lourenço, em lançamento pela Editora da UFBA. Marcos César Alvarez, coordenador do NEV/USP, e Leonardo Ostronoff, pesquisador associado, tiveram participações na obra de Luiz Claudio Lourenço, professor do departamento de sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) – respectivamente, produzindo o Prefácio e o texto de orelha da publicação. Um debate com o autor e os dois integrantes do NEV/USP será mediado pelo pesquisador Gustavo Higa.

O lançamento acontece de forma híbrida: interessadas e interessados em participar presencialmente devem comparecer ao Núcleo, na Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 310, Bloco A, 3º andar, onde haverá disponibilização de exemplares pelo autor para aquisição e autógrafos. O público online poderá acompanhar o evento pelo canal do NEV/USP no youtube.

 

Link para o livro no site oficial da editora: https://edufba.ufba.br/livros-publicados/catalogo/sob-o-peso-da-pena-pesquisas-e-reflexoes-sobre-o-universo-prisional

 

Descrição da obra |

Baseado na trajetória do autor com o sistema carcerário baiano nos últimos 15 anos, o livro compõe um mosaico do dispositivo punitivo à brasileira, caracterizado pela não padronização de procedimentos e pelo não compartilhamento de protocolos nas unidades do país, com o consequente arbítrio na aplicação da lei por parte dos operadores da justiça e dos gestores dos espaços prisionais e com o amplo uso da punição antecipada por meio da prisão provisória, além dos severos “ajustes” de pena de acordo com os perfis raciais e sociais dos internos. Ao apontar o jogo de erros comuns que compõem o senso comum sobre a punição no país, o autor desconstrói máximas como “a prisão ser mais severa para os ‘piores’ criminosos” e coloca em xeque a noção de que temos um sistema prisional controlado pelo Estado.