12/5/22: Envie seu resumo até 13 de junho para SPGs e STs da Anpocs organizados por pesquisadoras do NEV

Quatro integrantes do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) obtiveram suas propostas de Simpósios de Pesquisas Pós Graduadas (SPGs) ou de Seminários Temáticos (STs) aprovadas para o 46º Encontro Anual da Associação de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs): as pesquisadoras de pós-doutorado Natasha Bachini e Veridiana Campos, a vice-coordenadora do Núcleo, Bruna Gisi, e a Conselheira do Núcleo Fraya Frehse.

Os temas abordados em cada atividade estão detalhados abaixo. Seus títulos são: “Midiatização, plataformização e discurso político” (Natasha Bachini e Victor Rabello Piaia, da FGV), “Trabalho: um direito humano para quais humanos?” (Veridiana Campos e Thaís de Souza Lapa, da UFSC), “Violência, punição e controle social: perspectivas de pesquisa e de análise” (Bruna Gisi e Juliana Tonche da UNIVASF), e “Enfoques das ciências sociais sobre a população em situação de rua no Brasil” (Fraya Frehse e Patrice Schuch, da UFRGS).

O 46º Encontro da Anpocs, acontece entre 12 e 19 de outubro em Campinas, em modalidade híbrida: atividades presenciais na Unicamp compostas com eventos virtuais. Veja a programação completa e as orientações sobre etapas de inscrição no site do evento.

Como submeter um resumo

Para submeter resumos de trabalhos para os Seminários e Simpósios, é necessário estar, no mínimo, cursando mestrado. Pessoas interessadas precisam realizar um cadastro gratuito no site do Encontro (clique aqui) e seguir os requisitos de cada atividade:

  • No caso dos Seminários Temáticos, interessados devem preencher: título (até 200 caracteres com espaço); questão central (até 1.000 caracteres, com espaços); métodos e técnicas utilizados (até 1.000 caracteres, com espaços); conclusões parciais ou finais (até 1.000 caracteres, com espaços); relação com a temática do ST (até 1.000 caracteres, com espaços); referências bibliográficas sintéticas (até 6 títulos). Cada proposta de trabalho pode ter, no total, 3 (três) autores/as: 1 (um) principal e até 2 (dois) co-autores/as. Todos/as deverão, no mínimo, estar cursando mestrado. Nesta atividade, as sessões têm, além de 2 coordenadores, 15 expositores/as e 3 sessões com 4 horas de duração, sendo que cada sessão conta com um debatedor.
  • Para os Simpósio de Pesquisas Pós-Graduadas, é necessário preencher o título (até 200 caracteres com espaço); questão central (até 1.000 caracteres, com espaços); métodos e técnicas utilizados (até 1.000 caracteres, com espaços); conclusões parciais ou finais (até 1.000 caracteres, com espaços); relação com a temática do ST (até 1.000 caracteres, com espaços); referências bibliográficas sintéticas (até 6 títulos). Cada proposta de trabalho pode ter, no total, 3 (três) autores/as: 1 (um) principal e até 2 (dois) co-autores/as. Esses Simpósios são um espaço reservado à participação de para estudantes de pós-graduação e recém-doutores/as. Contam com duas pessoas na coordenação, de 5 a 10 expositores/as e de 1 a 2 sessões com 3 horas de duração.

 

Saiba mais sobre as atividades coordenadas por integrantes do NEV no 46º Encontro Anual da Anpocs:

ST12: Enfoques das ciências sociais sobre a população em situação de rua no Brasil
Coordenação:
Fraya Frehse (USP)
Patrice Schuch (UFRGS)

Este ST visa congregar os enfoques teóricos e metodológicos adotados pelas/os cientistas sociais para abordarem o social e culturalmente diverso segmento englobado na categoria atual de população em situação de rua no Brasil. Sob rubricas variadas – “mendigos”, “moradores de rua”, “população de rua”, “povo da rua” – esses tipos humanos são objeto de interesse empírico das ciências sociais desde os anos de 1970, no entrecruzamento com áreas do serviço social, saúde pública e psicologia (entre outras). Contemplando essa trajetória acadêmica à luz de seus desenvolvimentos sociais recentes, durante a pandemia de Covid-19 – quando a permanência física regular nos espaços públicos urbanos brasileiros para fins de pernoite assumiu contornos demográficos e visibilidade pública únicos –, acreditamos que o momento é privilegiado para uma discussão conjunta sobre as principais correntes teóricas e metodológicas desenvolvidas pelas ciências sociais para compreender a população em situação de rua no país. Para tanto, o ST é receptivo a reflexões de natureza teórica ou metodológica sobre como pesquisar o fenômeno, destacando-se em particular reflexões sobre os seus atores, seus espaços e tempos.

ST28: Violência, punição e controle social: perspectivas de pesquisa e de análise
Coordenação:
Bruna Gisi Martins de Almeida (USP)
Juliana Tonche (UNIVASF)

Esta proposta tem por objetivo reunir pesquisas realizadas nos campos das ciências sociais sobre os fenômenos da violência, da punição e do controle social. Esses temas, que têm mobilizado historicamente o debate público brasileiro ganham novos contornos diante dos desafios contemporâneos ligados ao crescimento nas taxas de encarceramento, às novas dinâmicas criminais e à força crescente dos discursos contrários aos Direitos Humanos. Transformações recentes na cultura do controle e nas relações entre violência e democracia demandam o aprofundamento das reflexões desenvolvidas pela tradição de estudos brasileiros sobre punição e violência. Assim, este ST busca promover o diálogo entre pesquisadores que desenvolvam trabalhos inovadores na área, seja do ponto de vista teórico, metodológico ou empírico. Estudos sobre os modos de atualização dos diferentes dispositivos historicamente abordados no campo, bem como aqueles que tratam das dimensões raciais e de gênero são de especial interesse. Incentiva-se também o envio de propostas sobre alternativas ao recrudescimento da violência e punição, e sobre a relação entre políticas penais e o funcionamento prático das instituições de controle.

SPG25: Midiatização, plataformização e discurso político
Coordenação:
Natasha Bachini (USP)
Victor Rabello Piaia (FGV)

Este SPG tem como objetivo promover o debate sobre as relações entre Mídias Sociais e Discurso Político na propagação de narrativas, difusão de enquadramentos e conformação de identidades coletivas. Estimulamos a proposição tanto de artigos teóricos quanto empíricos que ajudem a compreender fenômenos sociológicos atravessados por essas variáveis e analisá-las de forma mais concreta. Tendo em vista as discussões mais recentes e a atual conjuntura, a mobilização crítica de noções como midiatização, ação conectiva, democracia de público, populismo digital, plataformização, autoritarismo, desdemocratização, negacionismo e desinformação é esperada, assim como a proposição criativa de outras que avancem nessas discussões. Com relação às metodologias, é incentivada a submissão de artigos que se utilizem de técnicas quantitativas, qualitativas ou mistas, que busquem articular teoria e empiria, e discutam de forma consistente critérios para a definição de corpus digitais, de modo contribuírem para o entendimento do processo de digitalização e seus efeitos sobre a sociabilidade contemporânea.

SPG42: Trabalho: um direito humano para quais humanos?
Coordenação:
Veridiana Parahyba Campos (NEV – USP)
Thaís de Souza Lapa (UFSC)

Para a manutenção da vida no mundo capitalista, o trabalho (remunerado ou não) é experienciado, para a maioria, como uma obrigação objetiva e/ou moral, sendo indispensável para a sobrevivência. No entanto, além de uma obrigação, trabalhar é também um direito. No artigo XXIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos, temos que “Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à proteção contra o desemprego”. Como pesquisas em Ciências Sociais têm demonstrado há décadas, a efetivação deste direito, além de distante, não é “uma mera questão de tempo”. Segregações constantes nos mundos do trabalho (por sexo, raça, idade, orientação sexual, identidade de gênero e outras) vêm alijando grupos subalternizados do acesso ao trabalho – sobretudo dos mais valorizados. E nos postos de poder, predomina ainda um mesmo perfil de trabalhador. Reconhecido tal contexto como (re)produtor de desigualdades estruturais, ações afirmativas e políticas públicas têm tentado mitigá-las. Este SPG acolhe justamente trabalhos que discutam tal problemática e se debrucem sobre as formas de intervenção que procuram minorar ou solucioná-la.